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Após ‘vaca louca’, exportações de carne para a China devem retornar rapidamente

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Só em agosto deste ano, 15 mil toneladas de carne bovina mineira foram exportadas para o país asiático.

A retomada da exportação de carne bovina para a China, maior destino internacional da carne brasileira, deve ocorrer rapidamente, na perspectiva do governo de Minas e de representantes do setor pecuário. O volume de exportação de carne mineira para o país asiático teve um aumento de 6% entre janeiro e agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2020, chegando a 73 mil toneladas, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e a interrupção dos envios não deve ser o bastante para alterar radicalmente o crescimento, na perspectiva de membros do setor.

O tempo previsto para a suspensão das exportações de carne bovina de todo o Brasil para a China é de 15 a 30 dias — da última vez em que o Brasil havia registrado um caso de “vaca louca”, em 2019, o intervalo foi de 13 dias. Em um único mês, em agosto deste ano, Minas exportou 15 mil toneladas de carne de boi para a China, somando US$69 milhões. De acordo com a Seapa, porém, ainda é preciso aguardar os próximos meses para entender o impacto da crise da “vaca louca” sobre as vendas.

Para que a suspensão de exportações termine, ainda é necessário que autoridades chinesas avaliem as informações sobre os casos reunidas pelo Brasil. Um ponto a favor do processo de retomada da exportação, segundo o secretário-executivo do Fórum Minas-China, Pedro Leão, é que o frigorífico mineiro onde foi identificado o caso de “vaca louca” não exportava para a China. “Em crises maiores que essa, os negócios voltaram em menos de duas semanas. E a necessidade da China por carne é crescente, é importante para o governo chinês manter a manutenção do consumo das famílias”, pontua. 

A espera pela retomada dos negócios ainda não afeta os produtores do Estado, de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). “O mercado interno vai absorver essa interrupção de exportações e os próprios frigoríficos diminuíram a escala do abate até que tudo se restabeleça, o que com certeza não demorará muito. O produtor consegue reter as vendas por alguns dias”, detalha o superintendente da federação, Altino Neto. 

A possível queda dos preços da carne bovina devido à doença também não foi aferida até então. Pesquisa do instituto Mercado Mineiro, por exemplo, identificou que já havia uma tendência de leve queda dos preços em Belo Horizonte na última semana, antes da confirmação do caso de “vaca louca”, e um novo levantamento ainda será realizado na próxima semana. A eventual diminuição do valor da carne, porém, pode estar mais relacionada ao cenário do mercado interno do que às exportações, avalia o diretor do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu.  “Podemos ter queda de preço em função da baixa demanda no mercado interno. Com preços altos, o consumidor não tem como comprar. A exportação vai voltar ao normal após o susto da ‘vaca louca’”, pondera.

O presidente da  Associação de Frigoríficos de Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal (Afrig), Sílvio Silvério, diz não ter um balanço sobre prejuízos do setor, mas destaca que a incerteza sobre possíveis novas manifestações políticas nos próximos dias, a exemplo do que ocorreu no feriado de 7 de setembro, também afetam o planejamento do mercado para as próximas semanas. “Estamos comprando e abatendo menos, aguardando uma posição do mercado para ver o que acontece”, conclui. 

Procurado pela reportagem, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) diz não estpular prazo para retomada das exportações à China e que a dimensão do prejuízo causado pela suspensão é um tema tratado pelo setor privado.

Entenda o caso da “vaca louca”

Dois casos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) — conhecida como o “mal da vaca louca” — foram confirmados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no último sábado (4). Um deles foi registrado em um frigorífico em Belo Horizonte e, outro, em Nova Canaã, no Mato Grosso. 

Ambos são casos atípicos da doença, originadas no organismo do próprio animal e não a partir da alimentação, sem possibilidade de transmissão para outros animais ou para humanos, segundo o ministério. Até hoje, o Brasil nunca registrou casos clássicos do “mal da vaca louca”, com potencial de transmissão para pessoas. 

Acordos internacionais obrigam que qualquer país interrompa a exportação de carne bovina quando há suspeita de ocorrência do “mal da vaca louca”. 

FONTE: O Tempo

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