Brasil pede taxa menor para vender frango ao Marrocos

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Delegação pediu ajuda para a redução das tarifas de importação; taxa é de 40% para processados e de 100% para congelados.

Representantes do setor empresarial brasileiro que estão nos Marrocos acompanhando a missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil pediram no país a redução das tarifas para exportar carne de frango. O grupo se reuniu com entidade do setor de carnes ontem em Rabat, a capital do país.

Apesar do Brasil ser o maior exportador de carne de frango do mundo, os marroquinos não importam o produto nacional. A tarifa de importação para o Marrocos comprar frango inteiro e de cortes congelados dos brasileiros é de 100%. Para processados de frango a taxa é de 40%. A carne bovina congelada também precisa pagar tarifa de cerca de 200% para ingressar no mercado marroquino.

O Marrocos está buscando desenvolver sua indústria local de carne bovina e o diretor comercial da Seara Alimentos em Dubai, Eduardo Garcia, propôs a redução para as tarifas do frango e ajuda aos marroquinos no desenvolvimento dos bovinos. A Seara faz parte do grupo empresarial brasileiro JBS. Garcia falou sobre o assunto na Federação Interprofissional de Carnes Vermelhas (Fiviar), onde os brasileiros foram recebidos pelo conselheiro Said Tazi, a diretora Khadija Chajai, e o presidente da Câmara de Agricultura da região de Casablanca e Settat, Abdelfattah Ammar.

Os marroquinos ficaram de encaminhar o tema a outra associação do setor especializada em carne de frango. Eles explicaram que no seu país não prevalece o costume de comprar frango congelado no supermercado e sim o animal vivo nos mercados das cidades. Em carne bovina, também não há compras do Brasil, mas os dois países estão em fase final de aprovação de certificado sanitário para venda brasileira de boi em pé ao Marrocos.

O executivo da Seara fez aos marroquinos uma breve apresentação sobre a empresa. Ele contou que a JBS é a maior produtora de carne bovina e de frango no mundo. Em bovinos, são abatidas mais de 100 mil cabeças por dia entre operações no Brasil e EUA.

“A gente atende o mercado local no Brasil e nos EUA, mas como a produção é muito grande, a exportação é algo crucial para a gente, a gente exporta grande parte da nossa produção”, disse Garcia.

A JBS tem 253 mil funcionários. “Para nós, o Marrocos é um mercado pequeno para o bovino porque vocês têm a produção local e a gente entende essa situação. Já em contrapartida, na área do frango tem aí um potencial que a gente podia estar trabalhando em conjunto para entender o que podemos fazer juntos para ter um pouco mais de acesso”, disse Garcia.

Da reunião também participaram representantes da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, da Embaixada do Brasil no Marrocos e da empresa certificadora Cdial Halal.

Assim como a JBS convidou os marroquinos a visitarem o Brasil para conhecer a empresa, também o diretor técnico da CNA, Reginaldo Minaré, e o representante da OCB, Sérgio Feltraco, o fizeram. Minaré chamou os marroquinos a conhecerem o sistema de produção de grãos e pecuária nacional e Feltraco para ver de perto o trabalho das cooperativas voltadas à agropecuária.

A delegação passou também por Jordânia e Egito. Assim como no Marrocos, nos dois países o setor de carnes foi uma das temáticas das reuniões. O diretor de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luis Rua, conta que houve muitas conversas com interlocutores na Jordânia e no Egito, onde ele acompanhou a missão. “São mercados históricos para os quais a gente exporta há muito tempo e a gente quer continuar exportando nossa proteína animal, nossa carne de frango, ajudando na segurança alimentar na região”, disse Rua.

Segundo o diretor, o Brasil vende cerca de 72 mil toneladas de carne de frango ao ano para a Jordânia e 35 mil toneladas ao Egito. Com os egípcios, houve conversas pela liberação das licenças de importação para cortes de frango brasileiros, já que, segundo Rua, o Brasil exporta basicamente frango inteiro ao país. “A gente tem empresas no Brasil que poderiam fornecer esse alimento para o Egito” disse Rua.

O grupo empresarial teve outras reuniões na quinta-feira em Rabat, uma delas com o diretor da Federação Nacional Agroalimentar (Fenagri), Hamid Fellouni, e com os executivos da empresa de proteína animal Koutoubia Holding, Mohamed Amine Bouchouf e Ahmed Daoudi. No encontro, o diretor de operações da Cdial Halal, Ahmad Saifi, fez breve explanação do tamanho do Brasil na produção halal. O país é liderança neste setor e o maior exportador de frango halal do mundo.

FONTE: Monitor Mercantil

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