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Criptomoeda já ‘circula’ em plano de fidelidade do agro

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AgroBonus terá bonificações equivalentes a R$ 400 milhões

Desde ontem, o programa de fidelidade AgroVantagens, voltado ao setor agrícola, já oferece benefícios por meio de sua criptomoeda, a AgroBonus, com bonificações equivalentes a R$ 400 milhões. A iniciativa passará por testes até o fim de agosto.

Nesse período, serão atendidos 35 mil clientes pré-cadastrados na plataforma, que integram a Associação dos Investidores em Criptoativos (Assic). Parte do grupo é formado por produtores rurais, que poderão usar a moeda digital para comprar itens como insumos e máquinas agrícolas e também produtos de empresas parceiras do projeto.

O valor de largada de cada AgroBonus será reajustado para acompanhar o avanço do setor, já que terá lastro na produção, terras ou documentos como a Cédula de Produtor Rural (CPR), diz o CEO do AgroVantagens, Jean Carbonera. Segundo ele, isso torna a cripto da AgroVantagens “mais segura e à prova de inflação” do que outras moedas digitais, como o bitcoin.

Carbonera conta que a ideia de criar uma moeda digital específica para o agronegócio brasileiro surgiu de duas percepções: a dificuldade que os produtores têm para acessar o crédito rural – seja pela oferta limitada de recursos no mercado, seja pelo excesso de burocracia das operações – e a disparidade entre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor e a desvalorização do real, que limita o poder de compra do produtor rural.

O PIB da agropecuária cresceu 24,31% no ano passado, chegando a quase R$ 2 trilhões, segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), feitos em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com o AgroBonus, argumenta Carbonera, é possível investir no agronegócio sem necessariamente ter uma fazenda.

Mas, segundo o CEO, os produtores rurais serão o foco inicial da cripto – por enquanto, a moeda será usada apenas para a compra de produtos nas empresas parceiras. Futuramente, a AgroBonus deve ser listada em uma plataforma de negociação digital desses ativos (também conhecidas como “exchanges”).

Carbonera prefere não revelar o nome dos parceiros que já integram o programa de benefícios – seguem em andamento os acordos com as empresas que vão aceitar pagamento com AgroBonus e também com as que oferecerão a cripto como recompensa (ou “cashback”). O executivo estima que, dentro de cinco anos, a criptomoeda movimentará cerca de R$ 5 bilhões, com 50 mil clientes.

As moedas digitais têm ganhado espaço no Brasil nos últimos meses. No início de julho, a cooperativa Minasul lançou oficialmente a Coffee Coin. Cada unidade da cripto da cooperativa mineira equivale a 1 quilo de café verde presente nos estoques da empresa, que são auditados regularmente. Antes, em março, a startup argentina Agrotoken lançou a Soya, criptomoeda lastreada em toneladas de soja entregues em armazéns de tradings parceiras da empresa.

FONTE: Valor Econômico

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