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Exportações de agronegócio Mineiro tem queda de 11,6%

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais movimentaram US$ 1,02 bilhão de janeiro a fevereiro de 2020. O valor ficou 11,6% menor que o registrado em igual período do ano anterior

Uma das influências negativas veio do complexo de soja, que registrou queda de 64,7% na receita. Por outro lado, a demanda pelas carnes mineiras segue em alta. No primeiro bimestre de 2020, o faturamento do grupo das carnes cresceu 24,2%, respondendo a uma maior demanda vinda da China.

As exportações de café, principal produto da pauta exportadora do agronegócio, ficaram menores, com faturamento caindo 8,5%. Os dados são da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Ao longo dos primeiros dois meses de 2020, foram embarcadas 1 milhão de toneladas de produtos agrícolas e pecuários, retração de 12,2%. Em relação ao preço médio da tonelada, US$ 1.005,58, houve um aumento de 0,6% frente à média praticada em igual intervalo de 2019, quando o volume era vendido a US$ 998,70.

De acordo com o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Seapa, João Ricardo Albanez, ao longo do primeiro bimestre, as exportações do agronegócio de Minas Gerais não sofreram impactos negativos devido ao novo coronavírus. Caso ocorram alterações, as mesmas poderão ser observadas no fechamento dos dados de março ou de abril.

Em relação à queda verificada nos embarques de soja e a alta nas carnes, Albanez explica que a Peste Suína Africana (PSA), que dizimou cerca de 50% do rebanho chinês, justifica as variações.

“A China importa a soja em grãos para processar e fazer óleo e destina o farelo para a alimentação dos animais. Como houve a PSA e a morte de 50% do rebanho suíno, essa demanda pelo farelo, que é usado na ração, cai, diminuindo a necessidade de compras da soja mineira. Com o menor rebanho, as importações de carne se tornaram necessárias, o que justifica o aumento dos embarques mineiros, principalmente, de carne bovina”, destaca.

Carnes – Segundo os dados da Seapa, em Minas Gerais, o grupo das carnes faturou com os embarques do primeiro bimestre US$ 140,9 milhões, valor 24,2% superior. Em volume, houve um acréscimo de 5,9%, somando 40,47 mil toneladas. O destaque são os embarques de carne bovina. No período, o aumento em volume chegou a 9% e somou 23 mil toneladas. O faturamento subiu 27,2%, encerrando o período em US$ 108,1 milhões.

No embarque de carne de frango, foi verificada alta de 3,6% no faturamento das exportações, fechando o período em US$ 25,5 milhões. Já no volume embarcado, 13,83 mil toneladas, a queda foi de 9,8%.

Na carne suína, o incremento no faturamento ficou em 250%, movimentando US$ 5,7 milhões. O volume embarcado, 2,9 mil toneladas, está 190,5% superior.
Já o complexo soja encerrou os primeiros dois meses de 2020 com queda nos embarques.

Ao todo, o setor foi responsável por uma movimentação financeira de US$ 43,44 milhões, valor que retraiu 64,7% frente aos US$ 123,12 milhões registrados em igual período do ano passado. Em volume, os embarques caíram 68,9%, com a exportação de 100,2 mil toneladas.

A comercialização da soja em grãos com o exterior foi responsável por um faturamento de US$ 27,99 milhões, variação negativa de 65,7%. A redução em volume ficou em 65,9%, com a exportação de 77,1 mil toneladas.

Os embarques de farelo de soja cresceram 75,4% em volume (23,1 mil toneladas) e 61,4% em faturamento, US$ 15,4 milhões.

Café – O café, principal produto da pauta exportadora do agronegócio mineiro, que respondeu por 58,7% das exportações do setor, apresentou retração de 8,5% no faturamento gerado com os embarques, que encerrou o período em US$ 602,37 milhões.

Em volume, a queda ficou em 10,1%. Ao todo, foram destinadas ao mercado internacional 259,7 mil toneladas de café.

Queda também foi verificada nas exportações de produtos florestais, que renderam a Minas Gerais US$ 67,545 milhões em faturamento, retração de 50% se comparado com o gerado em igual período do ano anterior, quando a movimentação financeira chegou a US$ 134,96 milhões. Em volume, foi registrada redução de 16,5%, com o embarque de 186,5 mil toneladas de produtos florestais ao mercado internacional.

Os embarques do setor sucroalcooleiro ficaram positivos no primeiro bimestre de 2020. Os dados da Seapa mostram que em faturamento houve alta de 72,7%, somando U$S 109,5 milhões. Ao todo, o volume exportado cresceu 73,9% e atingiu 381,16 mil toneladas.

FONTE: Diário do Comércio

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