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EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO MINEIRO TÊM QUEDA DE 6,1%

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais iniciaram o ano em queda. De acordo com o levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o faturamento gerado com os embarques foi de US$ 534,2 milhões, redução de 6,1% frente a janeiro de 2019.

No período, contribuíram para a retração as exportações de café e do complexo soja. O destaque positivo foram os embarques do grupo das carnes, principalmente da bovina, cuja receita subiu 52,5%.

Ao todo, foram exportadas 584,9 mil toneladas de produtos agrícolas e pecuários em janeiro, alta de 12% quando comparado com igual mês de 2019. O preço médio da tonelada dos produtos ficou em US$ 913,35, redução de 16,12% frente aos US$ 1.089 praticados anteriormente.

Em janeiro, os principais parceiros comerciais do Estado foram a China, comprando 15% do volume exportado, seguida pela Alemanha, 14%, Estados Unidos, 11%, e Itália, com 7%. Ao todo, 124 países fizeram negócios com Minas no primeiro mês do ano.

O superávit na balança comercial do setor alcançou um saldo, em janeiro de 2020, de US$ 468,5 milhões, valor 8,09% menor quando comparado com os US$ 509,7 milhões gerados em 2019. Mantendo a mesma base de comparação, as importações do agronegócio somaram US$ 65,6 milhões, frente ao valor de US$ 59,1 milhões movimentados anteriormente, aumento de 11,04%. Ao todo, Minas Gerais importou 72,4 mil toneladas de produtos agropecuários, alta de 11%, frente as 65,2 mil toneladas importadas em janeiro de 2019.

Carnes valorizadas – O principal destaque positivo das exportações mineiras, em janeiro, foi o setor das carnes. De acordo com os dados da Seapa, o faturamento obtido com os embarques cresceu 40%, somando US$ 76 milhões. Em volume, a alta foi de 10,6%, com a exportação de 20,6 mil toneladas.

As vendas de carne bovina ao exterior foram recordes para o período. Somente em janeiro, foram embarcadas 12,2 mil toneladas do produto, aumento de 25,2%. Em receita, o crescimento foi ainda maior e chegou a 52,5%, movimentando US$ 60,4 milhões. Com a demanda aquecida, o preço pago pela tonelada subiu 21,8%, com o volume negociado, em média, a US$ 4.927.

“O aumento das exportações de carne bovina ocorreram em função da maior demanda chinesa. No primeiro mês do ano, 72% de toda a demanda de carne bovina mineira foi para o país asiático. Ainda em relação à China, na comparação de janeiro com igual mês do ano anterior, a aquisição aumentou 60%. Este foi o melhor mês de janeiro da série histórica para a carne bovina”, explicou a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira de Oliveira.

Ainda conforme Manoela, em geral, as exportações de carne bovina vão para o mercado asiático. Os principais compradores são a China, Hong Kong, Arábia Saudita e Rússia. “Esses quatro principais parceiros representaram 87% do mercado em janeiro, gerando US$ 52 milhões de receita”.

Em relação ao mercado, as expectativas são positivas. A demanda pelo produto deve permanecer aquecida em função da Peste Suína Africana (PSA), que vem dizimando o rebanho suíno na China. A tendência é de ajuste nos preços ao longo do ano, que devem apresentar leve recuo.

Em relação às demais carnes, as exportações de carne de frango movimentaram US$ 11,8 milhões, queda de 7,5%. Ao todo, foram destinados ao mercado internacional 6,4 mil toneladas do produto, redução de 21,9%.

Em carne suína, foi verificado aumento de 369,6% no volume embarcado, que somou 1.695 toneladas. A receita, US$ 3 milhões, cresceu 412%.

Retomada do açúcar – A recuperação dos preços do açúcar no mercado internacional contribuiu para o aumento dos embarques. O setor sucroalcooleiro foi responsável por movimentar US$ 62,9 milhões em janeiro, alta de 128,3% frente a igual período do ano passado. Os embarques somaram 225 mil toneladas, 134,3% maior.

“Com a recuperação dos preços do açúcar no mercado internacional, a tendência é de que as usinas deem preferência para a produção do açúcar em relação ao etanol, situação diferente da que aconteceu em 2019. Por isso, há uma tendência de retomada forte do açúcar e o resultado de janeiro comprova essa expectativa”, disse Manoela.

Dentre os produtos, o café, que responde por 55,3% das exportações do agronegócio mineiro, encerrou o primeiro mês do ano com queda de 10,3% na receita, US$ 295,1 milhões. No período, o volume exportado somou 130 mil toneladas, recuo de 9,1%. A maior oferta do grão no mercado internacional vem interferindo de forma negativa nos resultados.

Outro setor que apresentou queda foi o complexo soja. As exportações somaram US$ 24 milhões, valor 32,7% inferior. Em relação ao volume, os embarques chegaram a 50 mil toneladas, 34,9% menor. A redução se deve à demanda menor proveniente da China, que é o principal comprador. Com os casos de Peste Suína Africana (PSA), que dizimou quase 50% do rebanho suíno do país asiático, a necessidade de alimentação foi reduzida, impactando nas exportações estaduais.

FONTE: Diário do Comércio

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