EXPORTAÇÕES MINEIRAS PARA CHINA PODEM TER EXPANSÃO

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Representando cerca de 30% do total das exportações de Minas, o comércio com a China vem ganhando reforço. Mesmo com os problemas enfrentados pelo Estado na área da mineração – os minérios e metais são os produtos mineiros mais comercializados com o país asiático –, as vendas de Minas para a China tiveram alta de 2,5% de janeiro a julho de 2019, frente a igual período de 2018, tendo movimentado US$ 4 bilhões neste ano, conforme dados do Ministério da Economia. Nesse mesmo período, as importações subiram 4,9%, alcançando US$ 949,56 milhões. A balança comercial está favorável, este ano, até julho, em US$ 3,16 bilhões, também segundo dados da pasta.

E, segundo o representante em Minas da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China (CCIBC), Renato Sucasas, há tendência de oportunidades de negócios envolvendo o Estado e o país asiático devido a fatores como maior abertura por parte do governo chinês e até mesmo a guerra comercial entre China e Estados Unidos (EUA), que pode beneficiar alguns setores, entre eles o agronegócio.

Sucasas informa que os produtos da agropecuária – como café, soja, açúcar, frango, porcos e laticínios – vêm ganhando espaço nas exportações de Minas para a China. Ele considera que a guerra comercial entre Estados Unidos e China pode abrir uma verdadeira “era de ouro” para o segmento em Minas. Produtos que deixarem de ser fornecidos pelos EUA podem passar a ser ofertados pelo Brasil.

Ele explica que, no caso do frango, um fator cultural da culinária leva a China a dar preferência a pedaços como pés e pescoço, que, por aqui, são partes descartadas. Isso abre uma oportunidade de negócios. “A demanda é tão grande que as empresas daqui não dão conta de atender”, diz. Além disso, a burocracia para o comércio do produto vem diminuindo. “Hoje a China está abrindo mais para o mercado brasileiro dos avicultores. O número de documentos necessários é menor”, diz.

No caso dos laticínios, o impulso vem de uma mudança de costumes. Sucasa explica que os chineses não têm tradição no consumo de derivados do leite, inclusive com boa parte da população mostrando intolerância à lactose. Entretanto, esse hábito vem mudando, havendo maior interesse por queijos e manteiga, o que também abre oportunidades aos mineiros.

De acordo com dados do Ministério da Economia, no grupo de animais vivos e produtos do reino animal, as exportações de Minas para o bloco econômico Ásia (exclusive Oriente Médio), passaram de US$ 274,9 milhões de janeiro a julho de 2018 para US$ 359 milhões em 2019, com alta de 30%. No caso de produtos do reino vegetal, as exportações passaram de US$ 633 milhões em 2018 (janeiro a julho), para US$ 700 milhões em igual período deste ano, indicando alta de 10,5%. Nesse bloco, a China é o principal país em transações comerciais.

Importação – Por outro lado, Sucasas informa que pode haver alta no preço de produtos cujas empresas têm matrizes nos Estados Unidos ou Europa e que são fabricados na China. É o caso, por exemplo, do iPhone e outros produtos Apple, além de mercadorias de marcas de luxo.

Na pauta de importação, destacam-se equipamentos de led, placas solares e equipamentos para reconhecimento facial, demandado pelo setor de segurança.

No segmento máquinas e aparelhos, material elétrico e suas partes; aparelhos de gravação ou reprodução de som e imagens e de som em televisão, e suas partes e acessórios, Minas importou US$ 26, 9 milhões da Ásia (exclusive Oriente Médio) de janeiro a julho de 2018, valor que subiu para US$ 44,9 milhões em igual período deste ano, com incremento de 67%.

Representante exclusivo da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China, Renato Sucasas informa que a entidade é a única a ter legitimidade em ambos os países. Ele informa que a câmara vem se movimentando para facilitar a presença de empresas mineiras na China e também de grupos chineses em Minas. Ele informa ainda que está em andamento a organização de uma visita de um grupo mineiro a empresas chinesas.

PRODUÇÃO CHINESA ATINGE MÍNIMA DE 17 ANOS

Pequim – A economia da China piorou mais do que o esperado em julho, com o crescimento da produção industrial desacelerando para uma mínima de mais de 17 anos, conforme a intensificação da guerra comercial com os Estados Unidos pesa sobre empresas e consumidores.

A atividade na China continua a esfriar apesar de uma série de medidas ao longo do último ano, levantando dúvidas sobre se seria necessário um estímulo mais rápido, mesmo que isso possa levar ao aumento da dívida.

“A economia da China precisa de mais estímulo, porque os obstáculos são bastante fortes e os dados de hoje são muito mais fracos do que o consenso”, disse Larry Hu, diretor no Macquarie Group.

O crescimento da produção industrial desacelerou para 4,8% em julho sobre o ano anterior, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas, abaixo da previsão mais baixa em pesquisa da Reuters e o ritmo mais fraco desde fevereiro de 2002. Analistas previam um enfraquecimento para 5,8%, após taxa de 6,3% em junho.

O Ministério da Indústria disse, no mês passado, que a China precisará de “esforços árduos” para alcançar sua meta de crescimento industrial em 2019 de 5,5% a 6,0%.

O investimento em ativo fixo subiu 5,7% entre janeiro e julho, sobre o mesmo período do ano anterior, contra expectativa de ganho de 5,8% e abaixo da leitura anterior.

As vendas no varejo também indicam cautela do consumidor, mais evidente na queda das vendas de automóveis, mas também em gastos relacionados à casa como eletrodomésticos e móveis.

As vendas varejistas subiram 7,6%, bem abaixo da expectativa de 8,6% e mais fraco do que a previsão mais pessimista. As vendas haviam saltado 9,8% em junho, o que muitos analistas viram como temporário. 

FONTE: Reuters

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