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Ferro, cobre e aço disparam e analistas veem espaço para novas altas

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Preço do minério de ferro volta a subir em meio ao aumento da demanda e a rumores de restrições ambientais na China, o que pode ter causado antecipação de compra.

Os futuros do minério de ferro chegaram a subir mais de 10%, e o cobre avançou para um recorde, na abertura da semana nesta segunda-feira, 10, em meio às crescentes apostas de que essas matérias-primas estarão entre as com melhor desempenho no boom de commodities, que também gera temores de inflação ao redor do mundo.

Embora não esteja claro o principal fator para os ganhos de minério de ferro nesta segunda-feira, investidores citaram várias tendências, como o otimismo de que bancos centrais vão manter as políticas de apoio mesmo com a recuperação da economia global.

Expectativas de que a China adote regras ambientais mais rígidas reforçaram a aposta no cobre — visto como vital para a transição da energia verde — e especulações de que as siderúrgicas podem antecipar compras de minério de ferro antes que novas restrições entrem em vigor.

Os ganhos chegam na esteira de um rali de mais de um ano dos preços das matérias-primas. O índice Bloomberg Commodity Spot subiu em 14 dos últimos 15 dias, para o nível mais alto em quase uma década.

Segundo analistas de commodities do Goldman Sachs, um “cenário Cachinhos Dourados” pode estar se formando, com crescimento global mais forte combinado com pressões salariais contidas e uma política frouxa do Federal Reserve, segundo relatório da última sexta, 7 de maio.

Nesse dia, os fracos números do mercado de trabalho nos Estados Unidos em abril reforçaram a tese de mais estímulos. O risco para investidores posicionados para mais ganhos — e para qualquer um que aposte em retornos exuberantes de ações e títulos — é que a valorização das matérias-primas contamine indicadores mais amplos de inflação e, no futuro, obrigue bancos centrais a apertarem a política monetária. Ou seja, que sejam obrigados a subir os juros.

O setor de minério de ferro “está muito, muito quente”, disse Vivek Dhar, analista de commodities do Commonwealth Bank of Australia (CBA), em entrevista à Bloomberg Television. “A oferta ainda não é capaz de atender a essa forte demanda.”

Os contratos futuros de minério de ferro em Cingapura atingiram recorde, acima de 226 dólares a tonelada, ampliando a alta deste ano para cerca de 40%. Os contratos em Dalian avançaram para o limite diário quando o mercado foi aberto.

Produtores de matérias-primas lideraram os ganhos no índice MSCI Ásia Pacífico de ações regionais, enquanto o indicador de ações de referência da Austrália estava perto de nível recorde. O minério de ferro é o principal produto de exportação do país.

O cobre, frequentemente visto como termômetro da economia global, chegou a subir 3,2%, para um recorde de 10.747,50 dólares a tonelada na Bolsa de Metais de Londres.

Evy Hambro, responsável global de investimentos temáticos da BlackRock, disse em entrevista à Bloomberg Television que há espaço para mais ganhos. “O que realmente estamos fazendo é testar as faixas superiores dos mercados de commodities para determinar qual será a nova faixa de preço.”

O boom do minério de ferro ocorre quando siderúrgicas chinesas mantêm as taxas de produção acima de 1 bilhão de toneladas por ano, apesar de uma série de restrições destinadas a reduzir as emissões de carbono e limitar a oferta.

Essas medidas impulsionaram os preços do aço e a rentabilidade das usinas, o que permitiu absorver melhor os custos mais altos do minério de ferro e, potencialmente, acelerar a produção antes de mais restrições ambientais.

Outras siderúrgicas, como a ArcelorMittal, também aproveitam o boom à medida que a demanda se recupera das cotações mínimas da pandemia.

“Há uma chance de que a demanda fora da China se recupere a tal ponto que ainda veremos a demanda por aço aumentar globalmente, e a demanda por minério de ferro permanecerá nesses níveis elevados”, disse Dhar, do CBA.

FONTE: Exame

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