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Itamaraty busca aproximação com Biden em questões ambientais e tenta garantir apoio à entrada na OCDE

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O mês de fevereiro tem sido marcado pelas tentativas do governo Bolsonaro em iniciar um diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. A preocupação do Itamaraty é que as diferenças de opiniões entre os dois líderes levem o Brasil a perder diálogo com a nova administração. Além disso, a busca de apaziguar o governo americano nas questões ambientais é tentativa de garantir a permanência do apoio dos EUA à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O primeiro contato de alto escalão se deu entre o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, na quinta-feira (11). Os temas abordados foram cooperação regional, ações de combate à pandemia da COVID-19 e a preservação do meio ambiente. Segundo o chanceler brasileiro, a conversa com Blinken foi longa e produtiva. O ministro disse ainda que ficou claro que há disposição e oportunidades para a construção de parcerias bilaterais.

Blinken aproveitou o telefonema com Araújo para convidar o presidente Bolsonaro a participar de cúpula sobre mudança climática a ser organizada por Biden dia 22 de abril. O Itamaraty disse que o presidente brasileiro deve participar do evento, que deve ocorrer de forma virtual. O secretário norte-americano se disse ansioso para trabalhar com o Brasil para expandir as parcerias nas áreas econômica, de segurança e de democracia.

Esforço em prol do Meio Ambiente

O governo Bolsonaro está sendo amplamente cobrado pelo novo governo americano para lidar melhor com a questão ambiental no Brasil. No dia da posse de Biden, o presidente enviou carta ao novo governo defendendo parcerias em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente. A porta-voz do Departamento de Estado para a América Latina, Kristina Rosales, disse que os EUA não terão uma política externa agressiva em relação ao Brasil. Rosales também confirmou que o país segue sendo considerado aliado de Washington no âmbito internacional.

Outra tentativa de diálogo se deu na quarta-feira (17), quando Araújo e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tiveram reunião virtual com o representante especial para o clima do governo Biden, John Kerry. Durante o encontro, ficou decidido que haverá contatos mais frequentes entre os dois governos em busca de soluções sustentáveis e duradouras aos desafios climáticos comuns. Em nota conjunta, também foi examinada a possibilidade de cooperação e diálogo entre os dois países em questões ambientais.

Apoio na entrada da OCDE

Desde a vitória de Joe Biden, o governo brasileiro teme uma possível reversão de apoios dados por Trump ao Brasil, em especial no processo de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O pleito é considerado estratégico pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Em seus últimos dias de governo, Trump fez gesto a Bolsonaro entregando carta à OCDE oficializando que desejam que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de adesão.

Na ocasião, a embaixada dos EUA no Brasil disse que o governo brasileiro está trabalhando para alinhar as suas políticas econômicas aos padrões da organização, enquanto prioriza a adesão à organização para reforçar as suas reformas políticas. O Brasil vem tomando uma série de medidas para garantir sua candidatura à OCDE. Uma delas é o novo marco legal do mercado de câmbio, aprovado na Câmara dos Deputados na quarta-feira (11). O texto contribuirá para a ampliação e a desburocratização das operações de comércio exterior no Brasil. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o marco garantirá simplificação e agilidade para as operações de importação e exportação.

FONTE: O Brasilianista

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