Paraguai pede prazo ao Brasil para negociar acordo de exportação de autopeças

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Assunção, 4 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Luis Alberto Castiglioni, informou nesta quinta-feira que solicitou ao Brasil a manutenção do atual regime de exportação de peças automotivas, sem a aplicação de tarifas, por até 90 dias, período em que os dois países negociariam um acordo para resolver a questão.

A Associação de Indústrias Autopartistas do Paraguai (AIAP) foi surpreendida nesta semana com a decisão da Receita Federal de impor uma tarifa de 16% sobre as importações de peças automotivas produzidas no Paraguai e vendidas ao Brasil.

O Paraguai tinha se aproveitado até o momento do vazio legal no setor. Os dois países não tem acordo sobre a indústria automotiva, que está fora das regras estabelecidas pelo Mercosul.

A medida adotada pelo Brasil obrigou o Paraguai a atuar de maneira urgente. O governo vizinho enviou uma proposta de acordo bilateral ao Itamaraty para evitar as tarifas, que podem afetar gravemente o setor.

“Estamos em negociações plenas com nossos parceiros e vizinhos do Brasil, apresentamos nossa proposta de modelo de acordo automotor. Eles estão avaliando”, disse Castiglioni.

“Propusemos, inclusive, que esta medida provisória tenha um prazo determinado, que fixemos um prazo de 60 ou 90 dias para discutir a fundo essa questão e o acordo para dar uma solução definitiva para esse tema”, completou o ministro.

O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai informou que alguns caminhões que levavam peças ao Brasil ontem conseguiram atravessar a fronteira sob o regime anterior de tarifação.

A ministra de Indústria e Comércio do Paraguai, Liz Cramer, disse que está ouvindo todos os setores envolvidos no problema e que o acordo negociado pelo governo irá atender aos desejos da economia paraguaia.

Apesar de ser pego de surpresa com a aplicação do imposto nesta semana, a AIAP alerta há anos que a ausência de um acordo para regular a atividade do setor poderia causar problemas.

O Paraguai é o único país do Mercosul que não possui um pacto comercial deste tipo com o Brasil. Tanto Argentina como Uruguai, os outros dois membros do bloco, negociaram anteriormente um sistema de exportação por meio de cotas.

FONTE: Uol Economia

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