fbpx

Saiba como empresários brasileiros conquistaram o paraíso do vinho em Portugal

Compartilhe esta notícia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Há quem fale de vinho com sotaque brasileiro na primeira região vinícola demarcada do mundo. Entre as colinas sinuosas do Vale do Douro, repletas de quintas de produtoras internacionais renomadas, empresários do Brasil expandem fronteiras com a compra de propriedades para produção da bebida em Portugal.

Na tradicional paisagem onde as placas das produtoras formam um dos cartões-postais de Portugal, é possível observar símbolos recentes dos empreendimentos brasileiros. Ao aliarem paixão e faro para negócios, tentam ganhar território no competitivo mundo do vinho no país, onde há quase 800 empresas em atividade.

Ao menos cinco empresas têm destaque no cenário. Na Quinta Maria Izabel, o proprietário brasileiro João Carlos Paes Mendonça conta com 130 hectares para produzir brancos, tintos e vinho do Porto, comercializados desde 2015. O diretor português, Tiago Dias Silva, acredita que é preciso três qualidades para os brasileiros terem sucesso no Douro.

– É preciso ser um investidor,  muito interessado por vinho e apaixonado por Portugal. Ele comprou em 2012 e, desde então, valoriza muito a cultura local, criando oportunidades de trabalho e de desenvolvimento da região. Empregar pessoas locais, que conhecem o terreno, é crucial – explicou Silva.

Panorama do Vale do Douro a partir da Quinta Maria Izabel
Panorama do Vale do Douro a partir da Quinta Maria Izabel | Divulgação

Uma das mais emblemáticas propriedades juntou em sociedade o empresário Marcelo Lima com o jornalista e ex-correspondente britânico em São Paulo Tony Smith. Na região de origem controlada do vinho verde, comandam desde 2011 a Quinta de Covela, que foi do cineasta português Manoel de Oliveira, falecido em 2015. O local estava em estado de abandono e hoje produz o famoso Tecedeiras e o Tormes, em homenagem ao escritor Eça de Queiroz.

“Fazer vinhos é uma forma de amar. Amar a natureza, a tradição e a memória”, diz  a empresa, que atua em modo certificado de produção biológica.

Quintas em estado de abandono, como a Covela, têm sido uma oportunidade de empreender ou expandir os negócios em Portugal. Por muitas vezes, o antigo proprietário vive um período de revés econômico, muito comum durante a crise no início da última década. E que se repete agora, durante a pandemia de Covid-19. 

Em abril de 2021, a Menin Douro Estates, que já tinha a Quinta da Costa de Cima e a Quinta do Sol, expandiu a empresa ao comprar a tradicional Horta Osório Wines (H.O.).  O grupo investiu €30 milhões na região.

– O nosso ponto de investimento é a região do Douro, muito despovoada porque a juventude vai para o Porto e Lisboa. As quintas precisam, de forma geral, de investimento e mão de obra. Estamos fazendo vinho de mesa e a maior parte do trabalho de agricultura é feito por senhoras que querem engordar o orçamento  – disse Cristiano Gomes, sócio da empresa.

Dois amigos com raízes no Rio de Janeiro e duas árvores. Esta é a premissa dos empresários José Afonso Alves Castanheira e Luiz Antônio Corrêa Nunes Vianna de Oliveira. As tais Duas Árvores deram nome à empresa produtora no vale Mendiz, na Quinta da Marcela. A primeira safra produzida por ambos, amigos há mais de 50 anos, data de 2013.

Uma dupla também está à frente da Quinta Alta desde 2017. O casal de marqueteiros políticos Fernanda Zuccaro e Chico Santa Rita trocou o ritmo intenso das campanhas eleitorais no Brasil pela atmosfera bucólica e distante da Quinta Alta.

O percurso até o alto do Douro não foi fácil e ultrapassou um aneurisma sofrido por Santa Rita e o rompimento dos ligamentos do joelho direito de Zuccaro. Superados os obstáculos, seguem caminhando entre as vinhas.

Adega da Quinta Maria Izabel
Adega da Quinta Maria Izabel | Divulgação

FONTE: O Globo

últimas notícias no Comércio Exterior

solicitar atendimento

vamos conversar sobre Comércio Exterior ?

services for companies outside Brazil