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Brasil está entre os dez maiores produtores de veículos do mundo, mas ocupa a rabeira das exportações

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País ocupa 26ª posição, atrás de países como Portugal, Hungria e África do Sul mostra ranking divulgado pela Anfavea.

Mesmo estando entre os dez maiores países produtores de automóveis do mundo, o Brasil ainda está na rabeira das exportações. Segundo um ranking divulgado pela Anfavea, a associação que representa as montadoras, o país ocupa a 26ª posição entre os maiores produtores de veículos globais.

A Alemanha está no primeiro lugar dos principais exportadores, seguida pelo Japão, México e Estados Unidos. Enquanto a Alemanha exportou US$ 158 bilhões em veículos, o Brasil vendeu ao exterior apenas US$ 5,8 bilhões, em 2019.

— No Brasil, a indústria de transformação, incluída a automobilística, tem dificuldades de exportar. Os entraves tributários são um obstáculo para a exportação. Enquanto a reforma tributária não for aprovada, precisamos de mecanismos que nos permitam utilizar a capacidade ociosa da indústria de veículos, que pode produzir 5 milhões de unidades/ano — disse Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

Os dados de exportação são referentes a 2019, mas não alteram a conclusão sobre o Brasil, diz Moraes. Entre os países emergentes, o presidente da Anfavea cita o exemplo da Coréia do Sul.

O país produz 3,1 milhões de unidades/ano, consome internamente 1,9 milhão e exporta outros 1,9 milhão. As vendas de veículos coreanos ao exterior renderam US$ 43,2 bilhões em 2019.

O Brasil exportou apenas 300 mil unidades em 2019, e a maior parte para a Argentina, que absorveu 51,6% dos veículos brasileiros. Na América Latina, o Brasil vende cerca de 10,6% de sua produção e tem participação zero em mercados mais maduros, como Europa, Ásia e América do Norte.

— Tome o exemplo do México, que produz 3,2 milhões de unidades e exporta 2,7 milhões. O país tem os Estados Unidos como principal parceiro, mas o número demonstra que o México tem mais competitividade em logística, tributação que o Brasil —observa Moraes, lembrando que as vendas mexicanas de veículos totalizaram US$ 80,1 bilhões em 2019.

Países com dimensões menores que o Brasil, como Portugal (US$ 5,9 bilhões), Polônia (US$ 11,9 bilhões) e Eslováquia (US$ 24,1 bilhões) exportam muito mais veículos anualmente e estão à frente do país no ranking dos exportadores.

Segundo o ranking da Anfavea, no ano passado, o Brasil foi o nono maior produtor de veículos do mundo, com dois milhões de unidades fabricadas. A China produziu 25,2 milhões e foi a primeira do ranking, seguida pelos Estados Unidos, com produção de 8,8 milhões de unidades.

Moraes lembra que o Brasil já chegou a ser o 4º maior mercado do mundo em vendas internas, em 2014, mas perdeu posições quando a recessão se instalou no país a partir de 2015. Atualmente, ocupa o 7º lugar.

Em produção, o Brasil já chegou a ser o oitavo maior fabricante, e caiu para nona posição, em 2020, afetado pela pandemia, que reduziu a fabricação de veículos em todo o mundo. Em 2020, a produção global bateu em 92 milhões de unidades e, no ano passado, caiu para 77,9 milhões.

Mesmo tendo fábricas modernas e mão de obra qualificada na indústria de veículos, o Brasil perde em competitividade para seus pares emergentes. Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que entre 18 nações emergentes, o Brasil ocupa a 17ª posição, enquanto a Coréia do Sul lidera este ranking, que analisa itens como mercado de trabalho, tributação, educação, tecnologia e inovação, entre outros itens.

— O país precisa se reiventar e se tornar competitivo para atender o mercado externo e interno e ter uma indústria de transformação exportadora. Não podemos exportar apenas minério de ferro e soja – lembra Moraes.

Ele observa que a cada US$ 100 exportados, a indústria automotiva paga cerca de 12% em resíduos tributários da cadeia produtiva, que não são recuperáveis. Quando exporta mais de 20% do volume produzido, a indústria gera créditos tributários, que nunca sabe quando vai receber, diz o presidente da Anfavea.

Mas, se vende mais no mercado interno, pode compensar esses créditos.

— As empresas têm valores absurdos a receber em créditos tributários, mas sem perspectiva. Esse sistema tributário inibe a exportação. A reforma tributária está sendo retomada no Congresso e estamos tentando entender o novo formato. Mas se demorar, precisamos de um mecanismo tributário mais eficiente —afirma.

FONTE: O Globo

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