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Entenda como o coronavírus pode impactar a construção civil

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Retração da atividade econômica e industrial ainda não afeta projetos em andamento no Brasil

Produzidos com PVC, os revestimentos vinílicos se tornaram populares no mercado brasileiro por sua resistência, praticidade, conforto e beleza. Fabricados principalmente na China, a previsão é que o produto entre em falta num prazo de até 60 dias, caso a situação não volte à normalidade rapidamente. Segundo o diretor da ePiso, Ilan Tiktin, o aquecimento do mercado da construção e a retomada do setor e venda de imóveis já aumentou o volume de vendas dos pisos vinílicos em 30%. “Se mantiver este ritmo, a previsão é de que a partir de abril comece a faltar o produto no mercado brasileiro.” A marca já aconselha que consumidores antecipem suas compras.

“A gente importa quase tudo da China: ferramentas, pedras, pisos, aço, laminados, uma infinidade de produtos. A matéria prima que também vem da China, como polímeros, sólidos ou corantes que usamos na tinta, fica muito mais barato importar”, conta Geraldo Defalco, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Ele afirma que o varejo de materiais para construção ainda não sente os efeitos da retração da atividade industrial chinesa e italiana, mas salienta que os estoques não devem durar mais do que dois meses. “Se em 30 dias a indústria voltar a aquecer, os estoques cobrem esse período de retração. Mas é uma variável incontrolável neste momento.”

Durante o pico do coronavírus no país de origem, no mês passado, a imprensa divulgou o duro golpe no mercado imobiliário chinês. O impacto calculado é de US$ 43 trilhões, o que representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB) daquele país, com as incorporadoras fechando estandes de venda e consumidores adiando negociações de imóveis. As buscas por moradias já começaram a ser retardadas desde 26 de janeiro, assim que os isolamentos tiveram início. Sem poder circular pela cidade, como conhecer novos imóveis? “Ninguém está indo trabalhar. Os empreendimentos imobiliários estão todos paralisados… O impacto certamente será grande”, afirmou a corretora de Pequim, Tina Yu, em entrevista para o Financial Times.

FONTE: Estadão

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