Exportação cresce 470% e bate recorde

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Arroz, açúcar, óleos e ouro, são os principais produtos exportados para Venezuela e Guiana, além de Emirados Árabes Unidos e Holanda

Embora a palavra crise ainda seja ouvida no comércio, a economia do Estado começa a dar sinais de retomada de crescimento com o anúncio de um novo recorde no volume de exportações registradas no mês de setembro. Segundo dados divulgados pela Fier (Federação das Indústrias do Estado de Roraima), Roraima exportou US$ 71,3 milhões de dólares no acumulado de janeiro a setembro deste ano. 

Se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas vendas de US$ 12,4 milhões de dólares, houve um aumento de 473%. Os números apontam um novo recorde que durou sete anos, quando em 2012 as exportações foram de US$ 14,9 milhões e foi considerado o auge das exportações no Estado.

Entre os principais produtos exportados pelo Estado, este ano, estão arroz, açúcar, óleos de origem animal ou vegetal, além de ouro, derivados de trigo, preparações à base de cereais, produtos de limpeza, madeira, sal e pasta de celulose. Os países que apresentam maior volume de exportação são Venezuela e Guiana, além de Emirados Árabes Unidos e Holanda.

À Folha, a coordenadora técnica da Fier, Karen Teles, creditou este crescimento ao momento vivido na Venezuela, que tem comprado insumo de necessidades básicas, e do crescimento econômico da Guiana, que se tornou um potencial importador de Roraima.

“O grande montante de exportação do Estado é para o mercado venezuelano, sobretudo para atender às necessidades básicas como alimentação, produtos de higiene e de limpeza. Por outro lado, temos o mercado na Guiana já com histórico crescente e temos registrado aumento no volume das exportações e na diversidade de produtos”, afirmou. 

Karen ressaltou que a Balança Comercial é definida a partir da comparação entre o montante gerado pelas exportações e importações. O saldo é registrado a partir da diferença entre estas operações, em que a expectativa é de que se obtenha um volume maior de vendas de produtos para o mercado exterior e que haja menos aquisições de produtos provenientes de outros países. 

“Em termos simplificados, espera-se que a economia local seja cada vez mais autossuficiente e que a compra de seus insumos dependa menos dos fornecedores estrangeiros, de forma a fortalecer a competitividade do Estado e do país”, disse.

Em relação ao desempenho de exportações no mês de setembro deste ano, se alcançou o montante de US$ 10,7 milhões. Comparado ao mesmo mês de 2018, as exportações foram de apenas US$ 1,3 milhão, uma variação positiva de 681,67%. No mesmo período as exportações brasileiras apresentaram queda de -2,33%.

“De modo geral, as exportações ocorridas pelo estado são um reflexo, não apenas durante esse mês, mas em todos os demais meses já analisados, da crise econômica, política e social que a Venezuela tem passado”, disse. “Como o país depende das importações de itens de consumo, o mercado roraimense tem atendido às constantes demandas por alimentos para aquele país, mesmo que parte destes produtos não seja fabricada no estado, mas as exportações”, afirmou. “Mas não podemos ficar acomodados, em função da demanda da Venezuela e pensar que esse cenário vai permanecer sempre favorável. Temos que pensar em fortalecer a base industrial no Estado para que possamos aumentar a exportação para outros mercados, garantindo um ambiente produtivo, desburocratizado, preços mais competitivos. E a instalação da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) vai contribuir significativamente para este processo”, reconheceu.

Quanto às importações para Roraima, Karen informou que não houve mudanças significativas, embora tenha destacado uma mudança de comportamento sazonal de itens importados. “Nos últimos dois meses podemos observar que o item ar-condicionado aparece em primeiro lugar nas importações, devido ao período de maior calor que se inicia em agosto. Os demais itens são sempre os mesmos”, disse. 

Segundo dados divulgados pela Fier, as importações roraimenses totalizaram em setembro deste ano um valor aproximado de US$ 304 mil. Quando comparamos com o do mês de agosto, com US$ 522 mil, identifica-se uma queda de 41,76%, o que indica que o Estado importou menos neste mês. 

Comparando as importações de setembro com o mesmo período de 2018, percebe-se que há uma leve queda de 7,89% neste tipo de transação internacional.

Como característica mercadológica do estado, grande parte dos produtos importados são itens de consumo e insumos para produção da indústria local.

Analisando o acumulado das importações do ano de 2019, que compreende o período de janeiro a setembro, o estado adquiriu US$ 6,7 milhões em produtos oriundos de outros países. Comparado ao mesmo período do ano de 2018, nota-se que há uma queda de 1,99%, onde o estado havia importado US$ 6.8 milhões.

FONTE: Folha de Boa Vista

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