MODA E TÊXTIL SÃO SETORES CADA VEZ MAIS GLOBAIS

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Apesar de todos os entraves ao livre comércio – que entraram na agenda dos empresários a partir de 2018 – das alterações profundas de alguns mercados (basta lembrar o Brexit) e das evidências que apontam para a desaceleração do crescimento mundial, a moda continua a sua caminhada para aglobalização.

Um único valor estatístico serve para confirmar esta tendência: segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2005 os dez maiores mercados de importação de artigos de moda pesavam 90,8% do total de compras do setor; peso que em 2018 passou para 71,3% do total.

A Europa continua a ser, com grande destaque, o maior comprador de moda do mundo: em 2918, gastou pouco mais de 186 mil milhões de euros, mais 3% que no ano anterior. Os Estados Unidos surgem logo a seguir, mas gastando apenas cerca de 83,7 mil milhões de euros – um crescimento de 1%. O terceiro lugar é ocupado pelo Japão, que em 2018 gastou mais 8% na importação de roupa que no ano anterior, tendo chegado a valores próximos dos 27,3 milhões de euros.

Mas, apesar do aumento registado, o peso relativo da Europa tem vindo a diminuir: 47,3% em 2005, para 38,4% em 2018. Os Estados Unidos seguem o mesmo ritmo (de 28,7% para 17,4%), o mesmo sucedendo com o Japão (de 8,1% para 5,7%).

Ainda segundo a OMC, a Coreia do Sul, China e Suíça foram os países que mais aumentaram as suas importações em 2018. A Coreia do Sul, que ocupa a quinta posição como importador, aumentou as suas compras em 16% no ano passado face ao ano anterior, atingindo os 10 mil milhões de euros – mais ou menos o mesmo que o Canadá.

A China aumentou as compras em 14%, para os 7,3 mil milhões de euros – valor muito semelhante ao da Rússia e da Suíça (cujas compras aumentaram 13% em 2018). O peso relativo destes mercados tem vindo a aumentar: a Coreia do Sul passou de 1% em 2005 para 2% em 2018 (o dobro, portanto); a China, de 0,6% para 1,6%; e a Rússia, de 0,3% para 1,5%. A Suíça fez o percurso inverso: o seu peso passou de 1,6% em 2005 para 1,4% no ano passado.

Também nas importações de têxteis, os dez maiores players vêm perdendo destaque: o seu peso passou de 62,2% das compras globais em 2005 para 54,6% em 2018. A União Europeia, que continua a ser o maior importador do mundo, reduziu as suas compras em 2% em 2018 (para os 70 mil milhões de euros), perdendo quota: pesava 33,6% em 2005, tendo padssado para 23,1% em 2018.

Os Estados Unidos e a China, que seguem a Europa no ranking, aumentaram as suas compras em 2% e 3%, respectivamente, para 27,3 mil milhões e 16,4 mil milhões de euros. Ambos reduziram a sua quota: os Estados Unidos passaram de 10,5% para 9,1% entre 2005 e 2018, e a China passou de 7,2% para 5,3% no mesmo período.

Pelo contrário, os novos polos produtivos, como o Vietname, Bangladesh e Indonésia, ganharam grande destaque, disparando na importação de têxteis em 10%, 17% e 21%, respectivamente. O Vietname e o Bangladesh são agora o quarto e quinto maiores importadores mundiais de têxteis – com quotas que variaram de 1,6% (vietname) e 1,1% (Bangladesh) do total em 2005 para 5,3% em ambos os casos em 2018. O salto da quota da Indonésia foi muito maior: 0,4% em 2005 para 2,1% em 2018.

FONTE: Jornal T

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