Rumo assina contrato de concessão da Ferrovia Norte-Sul em Anápolis

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Presidente Jair Bolsonaro e os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, participam da assinatura no Porto Seco do Centro-Oeste

A Rumo Logística, empresa vencedora do leilão dos trechos central e sul da Ferrovia Norte-Sul (FNS), assinou o contrato de concessão, na manhã desta quarta-feira (31/7), no Porto Seco Centro-Oeste, em Anápolis (GO), cidade que completa hoje 112 anos. A companhia venceu o certame ao oferecer R$ 2,719 bilhões de outorga, um ágio de 100% sobre o valor mínimo de R$ 1,35 bilhão. Os investimentos são estimados em R$ 2,72 bilhões.

O presidente Jair Bolsonaro, os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Agricultura, Tereza Cristina, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, participaram da cerimônia com os executivos da Rumo: o presidente dos conselhos de administração da Cosan e da Rumo, Rubens Ometto; o diretor presidente da Cosan, Marcos Lutz; o diretor presidente da Rumo, João Alberto Abreu; e o presidente da Rumo Malha Norte-Sul, Julio Fontana Neto.

Bolsonaro afirmou que há coisas que não se compra, se conquista: a confiança. “Vocês confiarem em mim. Os empresários da Rumo confiaram na gente. Esta obra aqui não é para empreiteiros é para empreendedores”, destacou. Bolsonaro elogiou seus ministros e disse que as entregas do seu governo são fruto de um trabalho conjunto. “Esta obra liga quatro regiões do país. Unem o Brasil e trazem o progresso. A obra vai baratear fretes, reduzir consumo de combustíveis. O modal ferroviário é muito bem-vindo”, afirmou

O ministro Freitas cumprimentou a Rumo, por estar acreditando no Brasil. “É uma entrega importante, que foi pensada no Império de Dom Pedro II e começou no governo de José Sarney, há 32 anos”, afirmou. “É o início de uma transformação. Vamos mudar a matriz de transporte brasileiro, dentro de uma estratégia ferroviária muito sólida”, disse. “Vamos ver o trem passar com contêineres empilhados, em operação pioneira da Rumo. Carga de Manaus (AM) vai ser entregue em Porto Alegre (RS)”, destacou.

Freitas garantiu que a Malha Paulista, também da Rumo, será prorrogada, apesar de ainda faltar o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). “Na prorrogação serão investidos R$ 7 bilhões e a ferrovia vai aumentar a movimentação de 35 milhões de toneladas por ano para 70 milhões de toneladas”, assinalou. O ministro ainda destacou que deve assinar a prorrogação ainda este ano da Estrada de Ferro Vitória-Minas.

Rubens Ometto comentou que o setor privado precisa de regulação cada vez mais clara. “A Rumo, oriunda da ALL, já investiu R$ 10 bilhões e hoje vale R$ 34 bilhões, sem qualquer dinheiro público. Os trechos da FNS vão valorizar as terras do Centro-Oeste e expandir a fronteira agrícola do país”, afirmou. Ele lembrou que a FNS se conecta com a Malha Paulista, que vai até o Porto de Santos.

Segundo Ometto, as duas ferrovias (FNS e Malha Paulista) vão criar um corredor inédito no Brasil. “Em 2018, as exportações ultrapassaram US$ 100 bilhões. O superávit de US$ 88 bilhões do agronegócio foi fundamental para a balança comercial e esse desempenho passa pelos trilhos da Rumo”, ressaltou. “Vamos terminar em poucos meses o que falta da FNS”, prometeu.

Espinha dorsal

O trecho da Ferrovia Norte-Sul, concedido por prazo de 30 anos, tem extensão de 1.537 quilômetros (km), é a espinha dorsal do sistema ferroviário brasileiro e vai ampliar a conexão da região central do Brasil ao Porto de Santos (SP) e Porto de Itaqui (MA).

A concessão será para operar a ferrovia, que está praticamente pronta. A remuneração se dará pelo recebimento das tarifas de transporte, de direito de passagem, de tráfego mútuo e por receitas acessórias.

O trecho central de 855 km entre Porto Nacional (TO) e Anápolis (GO) está concluído. E o trecho sul de 682 km entre Ouro Verde (GO) e Estrela D’oeste (SP) está em execução pela estatal Valec, com 95% das obras executadas.

A demanda total estimada para a FNS é de 1,7 milhão de toneladas para 2020, chegando a 22,7 milhões de toneladas em 2055. Serão escoadas pela linha férrea carga geral e industrializada oriundas de polos paulistas para centros consumidores como Goiânia, Brasília, Palmas (TO) e Imperatriz (MA). No sentido oposto, será movimentado volume significativo de grãos para exportação pelo Porto de Santos.

A Rumo faz serviços logísticos de transporte ferroviário, elevação portuária e armazenagem e opera 12 terminais de transbordo, seis terminais portuários e administra cerca de 14 mil km de ferrovias nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por mais de mil locomotivas e 28 mil vagões.

FONTE: Correio Braziliense

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